73 cidades de SC estão em situação de emergência

Joinville e Jaraguá do Sul fazem parte dessa lista.

As chuvas de verão que atingem Santa Catarina desde o início do ano deixaram 73 cidades em estado de emergência, segundo a Defesa Civil estadual. Cinco pessoas morreram em decorrência de deslizamentos de terra e enchentes. Foram três em Florianópolis, uma em Jaraguá do Sul e outra em Massaranduba.

O número de desalojados chega a 24 mil. Segundo a Defesa Civil, mais de 921 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, mas não há registro de desaparecidos. Já são 73 municípios em situação de emergência. Ao todo, 71 cidades catarinenses foram atingidas pela enxurrada.

Além das cidades em situação de emergência, o Estado contabiliza também um município em estado de calamidade pública, Mirim Doce, uma cidade com cerca de 2,5 mil habitantes.

Ela concentra 900 desalojados, 150 desabrigados (acolhidos em abrigos públicos) e pelo menos 115 feridos. No final de semana passado, uma turista italiana morreu afogada após ser arrastada pela correnteza, em Florianópolis.

Sobe para 73 o nº de cidades em emergência pelas chuvas em SC

Shopping de Florianópolis foi atingido pelas chuvas; lojistas contabilizam prejuízos de R$ 2 milhões.

O número de municípios em situação de emergência em Santa Catarina por causa das chuvas subiu para 73 na terça-feira, de acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil Estadual. A cidade de Mirim Doce, na região do Alto Vale do Itajaí, está em estado de calamidade pública e pelo menos 87 municípios foram atingidos pela enxurrada, que afetou 840,6 mil pessoas.

De acordo com o levantamento, 18.887 pessoas estão desalojadas (abrigadas por parentes ou amigos), e 2.001 desabrigadas (acolhidas em abrigos públicos). Sobre os danos materiais, a estimativa é que pelo menos 6.899 residências tenham sido danificadas. Os serviços de energia elétrica, abastecimento de água, comunicações e transportes também foram prejudicados em algumas cidades.

Somente em Mirim Doce, foram contabilizados 900 desalojados, 150 desabrigados e pelo menos 115 feridos. Das seis mortes registradas, três foram em Florianópolis, uma em Jaraguá do Sul, uma em Blumenau e uma em Massaramduba. Outras 162 pessoas em todo o Estado sofreram ferimentos, mas passam bem.

A Defesa Civil informou que monitora a barragem Oeste, que cobre os municípios de Taió, Rio do Sul e Rio do Oeste. Na segunda-feira, após fortes chuvas, as sete comportas foram abertas para evitar o transbordamento. A ação provocou alguns alagamentos nas cidades, mas, de acordo com o órgão, o nível de água baixou na terça-feira.

Para auxiliar as vítimas, o governo federal anunciou a liberação R$ 40 milhões, em caráter emergencial, permitindo a reconstrução de pontos afetados pelas chuvas. O governador Raimundo Colombo liberou R$ 50 mil para cada um dos municípios que decretaram situação de emergência. Mirim Doce, em estado de calamidade pública, receberá R$ 200 mil.

AJUDA

O Governo Federal vai liberar R$ 40 milhões para a reconstrução de pontos afetados pelas chuvas. O anúncio foi feito após reunião entre o governador Raimundo Colombo (DEM), e o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Conforme o governador, R$ 30 milhões serão liberados pelo Ministério da Integração e outros R$ 10 milhões, pelo Ministério dos Transportes. Para o governador, são necessárias obras de recuperação de várias pontes, estradas e acessos destruídos pela força das águas. “Precisamos de apoio, pois a situação ainda está longe de se normalizar”, disse. “Famílias perderam tudo e não têm sequer o básico, como fogão, geladeira e roupas”.

FISCALIZAÇÃO

O Ministério Público e o Procon vão “intensificar a fiscalização” para coibir abusos de preços de produtos nas áreas afetadas. De acordo com o promotor Rodrigo Cunha Amorim, Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, o problema ocorre devido ao chamado “pico de consumo”. Com a reconstrução das cidades, a procura por colchões, eletrodomésticos e materiais de construção aumenta.

A preocupação é que ocorram casos semelhantes a 2008, quando um galão de água chegou a ser comercializado a R$ 20 em algumas das cidades afetadas pelas enchentes.

Eventuais abusos dos comerciantes devem ser informados ao Procon, de acordo com o promotor. Caso os órgãos reconheçam abuso, o processo deve ser encaminhado ao MP que pode, inclusive, entrar com uma ação penal.

Os municípios em emergência são:

Antonio Carlos, Alfredo Wagner, Anitápolis, Águas Mornas, Anita Garibaldi, Armazém, Araquari, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivotas, Biguaçu, Barra Velha, Bombinhas, Braço do Norte, Cocal do Sul, Corupá, Criciúma, Comburiú, Forquilhinha, Grão Pará, Guaramirim, Gaspar, Governador Celso Ramos, Gravatal, Içara, Ilhota, Imaurí, Itapoá, Itaiópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Jacinto Machado, Lauro Muller, Laurentino Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Santo Amaro da Imperatriz, São Francisco do Sul, Siderópolis, Sombrio, São José do Cerrito, São José, São Pedro de Alcântara, São João do Sul, São Martinho, Santa Rosa do Sul, Rio do Campo, Taio, Tubarão, Turvo, Treviso, Timbé do Sul e Urussanga

Fonte: Correio do Norte Por: Edinei Wassoaski

Fonte: Terra Por:  Fabrício Escandiuzzi

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