Brasil erra ao trocar Alca por Mercosul, diz analista

Se negociasse independentemente, o Brasil poderia ter ofertas mais atraentes nas negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). No entanto, o comprometimento com as propostas menos competitivas dos países membros do Mercosul – integrado por Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil – pode fazer o acordo se dar em condições não tão boas quanto as desejadas.

A avaliação é do gerente de Relações Internacionais da Câmara Americana de Comércio (AmCham), Fabio Rua. "As ofertas têm uma ambição limitada porque o Mercosul é a prioridade número um da política externa brasileira", disse.

Para Rua, as negociações deveriam ser retomadas no ponto em que foram encerradas na rodada de Puebla, quando os Estados Unidos teriam dado sinais de flexibilidade na abordagem de temas (investimentos e compras governamentais, por exemplo) que antes eram motivo de desentendimento entre o Mercosul e o G-14, grupo liderado pelos EUA.

Mas o chefe da divisão da Alca do Ministério das Relações Exteriores, o conselheiro Tovar da Silva Nunes, disse que as negociações serão retomadas no primeiro trimestre de 2005 a partir do combinado em Miami. Na opinião do gerente da AmCham, essa opção seria menos benéfica ao Brasil porque os EUA podem não reapresentar algumas das ofertas feitas em Puebla.

Rua, assim como o conselheiro Tovar, acha que os negociadores não deveriam se prender a um prazo para finalizar as conversações, como ocorreu nos últimos anos. Anteriormente, a meta era concluir as negociações para a criação da Alca em 2004.

"O prazo é indiferente. Não existe mais pressão política para sair mais cedo", comentou Rua. Ele acredita que os negociadores aguardarão o desenvolvimento das discussões no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para então concluir o acordo. QUER SABER MAIS NOTÍCIAS DE ECONOMIA? ENTÃO CLIQUE AQUI.

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Informação do TERRA.

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