Britânica perde luta na Justiça por crucifixo

Uma funcionária da British Airways (BA) a quem a companhia aérea proibiu levar pendurado no pescoço um pequeno crucifixo durante seu trabalho com o público perdeu sua batalha nos tribunais.

Nadia Eweida, 56 anos, que trabalhava no aeroporto londrino de Heathrow, processou a BA por discriminação depois que seus chefes lhe disseram que não podia continuar usando a corrente com o crucifixo porque violava o regulamento sobre uniformes da companhia aérea.

Seu caso deu lugar a uma forte polêmica no Reino Unido e algumas pessoas ameaçaram boicotar a companhia enquanto vários clérigos e políticos criticaram a decisão da British Airways.

A BA modificou finalmente o regulamento no ano passado de modo que agora permite a seu pessoal portar símbolos religiosos.

Antes dessa mudança de política e visto que Eweida persistia em sua recusa de tirar o crucifixo, a companhia lhe ofereceu um novo posto de trabalho onde não teria que usar uniforme, o que a permitiria continuar exibindo o símbolo cristão.

Eweida rejeitou a proposta e decidiu entrar na Justiça após desprezar uma oferta de 8,5 mil libras (11,5 mil euros) da BA para resolver a questão fora dos tribunais.

Agora, um tribunal de Reading, no condado inglês de Berikshire, tomou uma decisão contra ela.

A companhia aérea argumentou que Eweida foi a única funcionária a se negar sistematicamente a cumprir o regulamento da BA sobre uniformes.

O tribunal chegou à conclusão de que a funcionária não podia se queixar de discriminação por religião e crença porque tinha sido aplicado a ela o mesmo tratamento que o resto do pessoal.

Após escutar o veredicto, Eweida expressou sua profunda decepção porque, segundo disse, tinha ido aos tribunais "em busca de justiça".

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