Campanha nacional de vacinação contra a gripe em Canoinhas

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE INFORMA SOBRE A CAMPANHA DE VACINAÇÃO 2011 CONTRA A GRIPE

Este ano não haverá uma campanha de vacinação específica para a imunização contra a Gripe A H1N1 (suína), uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o alerta de pandemia e os casos registrados são esporádicos.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, que está programada para ser realizada nos dias 25 de abril a 13 de maio de 2011. O Dia de Mobilização Nacional contra a gripe será em 30 de abril. Dois novos grupos serão imunizados: gestantes e crianças entre seis meses e dois anos de idade, trabalhadores de saúde das unidades que fazem atendimento para Influenza e os povos indígenas.

A meta municipal é vacinar contra influenza sazonal pelo menos 80% dessa população por grupo alvo, correspondendo a 8.600 pessoas. Na oportunidade dessa campanha é recomendada a atualização de outras vacinas que fazem parte do calendário de vacinação preconizado pelo Ministério da Saúde para a faixa etária, como a vacina contra a febre amarela para os indivíduos que residem em área rural considerado área com recomendação de vacina (ACRV) e a vacina dupla adulto – dT para proteção contra o tétano.

Destaca-se a importância da atualização da situação vacinal dessa população contra o tétano uma vez que em SC, nos últimos dois anos, foram confirmados 13 casos na faixa etária acima de 60 anos (50% do total dos casos confirmados), dentre estes, 05 foram a óbito (39%). Em 2010, dos 12 casos confirmados, 09 (75%) estão nessa faixa etária, sendo que nenhum estava vacinado e 3 foram a óbito, representando uma letalidade de 33%.

A vacina contra a gripe é composta por vírus inativados (mortos), ou seja, incapazes de se replicar no organismo da pessoa vacinada, portanto não causa a gripe. Fornecida pelo Instituto Butantan, a vacina utilizada é trivalente e tem a seguinte composição:

  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Califórnia/7/2009 (H1N1);
  • Um vírus similar ao vírus influenza A/Perth/16/2009 (H3N2)*;
  • Um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

A vacina trivalente contra influenza deve ser administrada por via intramuscular. No estado de Santa Catarina dá-se preferência pelo vasto lateral da coxa ou na região ventroglútea (também conhecida como hochstetter).

Administração simultânea com outras vacinas e medicamentos: As demais vacinas oferecidas durante a campanha poderão ser administradas na mesma ocasião, em diferentes locais de aplicação. Os tratamentos com imunossupressores ou radioterapia podem reduzir ou anular a resposta imunológica.

Este fenômeno não se aplica a corticosteróide utilizados na terapêutica de reposição, nos tratamentos sistêmicos de curto prazo (menos de duas semanas) ou por outras vias de administração que não causem imunossupressão. A vacina contra a influenza sazonal está indicada em qualquer dessas situações.

Nota aos doadores: De acordo com a nota técnica 2/2010 CGTO/DIDBB/ANVISA recomenda que sejam tornados inaptos temporariamente, pelo período de 48 horas, os candidatos elegíveis à doação que tiverem sido vacinados contra influenza.

Conservação e validade

A vacina contra gripe sazonal deve ser armazenada e transportada entre 2º C e 8º C. Não deve ser colocada no congelador ou freezer (não pode congelar). Não utilizar a vacina que tenha sido exposta à temperatura diferente da recomendada. Todas as doses do frasco devem ser utilizadas em até sete (07) dias, desde que garantidas as condições de assepsia e conservação.

Contra-indicação

A vacina contra a influenza sazonal não deve ser administrada em:
a) Pessoas com história de reação anafilática prévia ou alergia severa relacionada ao ovo de galinha e seus derivados, assim como, a qualquer componente da vacina;
b) Pessoas que apresentaram reações anafiláticas em doses anteriores também contra-indicam doses subsequentes.
A vacina contra a influenza sazonal NÃO é contra-indicada para imunodeprimidos, que devem, inclusive, proteger-se através da vacinação.

Precauções

Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações decorrentes da doença.

Para pessoas com história pregressa de Síndrome de Guillain-Barré (SGB), evento bastante raro, recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa de risco-benefício da vacina.

Eventos adversos

A vacina contra a influenza sazonal tem um excelente perfil de segurança e são bem toleradas.
Constituída por vírus inativados (vírus mortos) e não causam a doença. Processos agudos respiratórios (gripe e resfriado) após a administração da vacina significam processos coincidentes e não estão relacionados com a vacina. Porém, como nas demais vacinas, alguns eventos adversos podem surgir e devem ser notificados conforme conduta orientada no quadro 2. De acordo com a sua localização podem ser locais ou sistêmicos e de acordo com sua gravidade podem ser leves, moderados e graves.

Manifestações locais: dor no local da injeção, eritema e enduração ocorrem em 10% a 64% dos pacientes, sendo benignas, autolimitadas e geralmente resolvidas em 48 horas, sem necessidade de atenção médica. Os abscessos geralmente encontram-se associados com infecção secundária ou erros de técnica de aplicação.

Manifestações sistêmicas: febre, mal estar e mialgia que podem começar entre 6 e 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias. Essas manifestações são mais freqüentes em pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos da vacina (ex: crianças).

Reações de hipersensibilidade: as reações anafiláticas são raras e podem ser devidas à hipersensibilidade a qualquer componente da vacina. Reações anafiláticas graves a doses anteriores também contra-indicam doses subsequentes.

Atenção:
Pessoas com história de alergia severa grave à proteína do ovo de galinha, assim como a qualquer componente da vacina, necessitam ser avaliadas pelo médico que faz o acompanhamento do paciente.

Se indicada a vacinação, a mesma poderá ser realizada nos hospitais ou serviços de emergência com recursos materiais e humanos para lidar com reações de hipersensibilidade, considerando situações de risco elevado de Influenza. Na ausência de serviço de emergência no município, encaminhar para o município mais próximo com condições para atendimento, entrando em contato com o programa de imunização desse município.

Manifestações neurológicas: raramente algumas vacinas de vírus vivos atenuados ou mortos podem anteceder a Síndrome de Guillain Barre (SGB), que se manifesta clinicamente como polirradiculoneurite inflamatória com lesão de desmielinização, parestesias e déficit motor ascendente de intensidade variável. Geralmente, os sintomas aparecem entre 7 a 21 dias, no máximo até 42 dias (7 semanas) após a exposição ao possível agente desencadeante. É desconhecido até o momento se a vacina da influenza pode aumentar o risco de recorrência da SGB em indivíduos com história pregressa desta patologia. (Ministério da Saúde, 2008).

Atenção:
Na ausência de conhecimento científico suficiente sobre as causas da SGB, o MS recomenda precaução na vacinação dos indivíduos com história pregressa da síndrome, mesmo sabendo ser bastante rara. Os riscos e benefícios devem ser discutidos com o médico.

Horário de funcionamento das Unidades de vacinação.

A Campanha de vacinação contra influenza sazonal terá inicio oficial no dia 25 de abril e término no dia 13 de maio, tendo o dia 30 de abril (sábado) como o dia “D” de mobilização nacional, quando os postos de vacinação funcionarão das 8h às 17h (não fecha no horário de almoço). Nos demais dias do período da campanha o atendimento na sala de vacina deverá ser conforme a estrutura local, mas em pelo menos dois períodos (matutino e vespertino). A vacinação ocorrerá de forma simultânea para todos os grupos com indicação de vacinação, isto é, estaremos vacinando ao mesmo tempo os idosos, crianças, gestantes, indígenas e profissionais de saúde.

Atenciosamente,

TELMA REGINA BLEY
Secretária Municipal de Saúde

Fonte: PMC

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