Como prevenir gripe no inverno

A gripe é um dos grandes vilões da saúde no inverno. Aprenda então a se prevenir e mande o vírus para bem longe

Dê adeus às chances de contrair gripe no inverno.

Quando o frio começa a chegar, muita gente fica gripada ou resfriada, mas isso não ocorre necessariamente por causa da queda de temperatura, e sim pelos hábitos que cultivamos. É que os vírus são disseminados pela tosse e pelo espirro de pessoas doentes e, como a gente tende a procurar abrigo em locais fechados, já viu, né?

Para não se entupir de remédios, conheça então algumas mudanças simples de atitude para passar longe do vírus.

5 formas de blindar o corpo

1. Durma bem

Como?
Dormir sete horas por noite já mantém os vírus afastados.

Por quê?
O sono regula os níveis de cortisol, hormônio responsável pelo estresse e pela prevenção de doenças.

Bônus
Sofre de insônia? Experimente este relaxamento: pense em todas as atividades do dia em ordem inversa, começando com o que você fez à noite e terminando no despertar.

2. Exercite-se

Como?
Faça, pelo menos, 90 minutos semanais de atividade física moderada.

Por quê?
Exercícios físicos aumentam as defesas do corpo. Bônus Se você já estiver infectada, movimente-se assim mesmo para acelerar a recuperação.

3. Consuma alimentos ricos em vitamina D

Como?
Beba leite e coma peixe regularmente.

Por quê?
A carência dessa vitamina nos torna mais vulneráveis a sofrer com gripes e resfriados.

4. Alterne banho quente e frio

Como?
Após se lavar, regule o chuveiro para temperatura quente e fique sob a água por 30 segundos. Então, mude para fria e permaneça por mais 10 segundos. Repita o processo três vezes, terminando a ducha com a água fria.

Por quê?
Essas alterações de temperatura fortalecem nosso sistema imunológico.
5. Evite lugares fechados

Como?
Abra as janelas e deixe o ar circular por todos os cômodos da casa.

Por quê?
A falta de circulação de ar e o tempo seco ajudam as bactérias a se proliferarem, transmitindo doenças mais facilmente.

4 receitas caseiras contra sintomas de gripes e refriados

No frio, gripes e resfriados não hesitam em aparecer. Confira então 4 receitas caseiras para acabar com os seus sintomas

Tosses e espirros, por exemplo, podem ser combatidos facilmente com receitas caseiras.

Segundo o fitoterapeuta André Resende, autor do livro “O Poder das Ervas” (ed. Ibrasa), algumas receitas naturais são tiro e quada contra os sintomas da gripe e resfriado.

Confira abaixo algumas sugestões:

Febre e dor

Ingredientes
· 1 col. (sopa) de folhas de sabugueiro
· 1 col. (sopa) de folhas de eucalipto
· 1 col. (sopa) de folhas frescas de hortelã
· 1 col. (sopa) de anis-estrelado
· 1 col. (sopa) de folhas frescas de alecrim
· 1 col. (sopa) de alfavaca
· 1 litro de água
· Mel para adoçar

Modo de preparo
Com um pilão, macere as folhas de sabugueiro, eucalipto e hortelã junto com o anis-estrelado, o alecrim e a alfavaca. Reserve. Ferva a água, acrescente as ervas maceradas e deixe ferver por mais três minutos. Coe e adoce com mel. Beba uma xícara a cada três horas.

Imunidade baixa

Ingredientes
· 1 fatia de abacaxi
· 1 col. (sopa) de polpa de acerola
· 1 kiwi picado
· 3 folhas frescas de hortelã
· Suco de 2 laranjas
· Mel para adoçar

Modo de preparo
Bata tudo e beba.
Dor e mal-estar

Ingredientes
· 1 copo (americano) de suco de laranja
· 2 rodelas de gengibre
· 2 rodelas de nabo
· 1 pedaço de canela em pau
· 5 cravos da Índia
· 3 folhas frescas de hortelã
· Mel para adoçar

Modo de preparo
Ferva os ingredientes por três minutos. Coe, adoce e beba à noite.

Coriza e nariz entupido

Ingredientes
· 2 copos de água
· 1 limão com casca cortado ao meio
· 1 pedaço de canela em pau
· 2 rodelas de gengibre
· 1 punhado de folhas de eucalipto
· 1 punhado de folhas frescas de hortelã
· Mel para adoçar

Modo de preparo
Aqueça a água, acrescente todos os ingredientes, menos o mel, e deixe ferver por cerca de três minutos. Coe, adoce com o mel e tome uma xícara a cada duas horas ou até desaparecerem os sintomas da gripe ou do resfriado.

Conheça as doenças mais comuns no inverno e saiba como combatê-las

Rinite, sinusite, faringite e laringite: entenda o que cada uma dessas doenças provoca no seu corpo e descubra como evitá-las.

Entre junho e setembro, os problemas respiratórios proliferam.

No frio, não só casacos e cachecóis das coleções de inverno saem às ruas. Também são moda na temporada o nariz que coça e escorre, a tosse, os espirros, as dores de cabeça, os arranhões na garganta… Entre junho e setembro, os problemas respiratórios proliferam. Segundo Francini Pádua, diretora da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, 30% das pessoas sofrem de rinite alérgica nesse período, no qual sinusite, laringite e faringite também dão as caras.

Cravar um único responsável por esse roteiro de sintomas incômodos nem sempre é fácil. O calor humano (leia-se: a aglomeração de pessoas em ambientes fechados), em vez de esquentar, transmite doenças. O ar mais seco cria condições favoráveis para a entrada de vírus e bactérias nas vias aéreas. “A mucosa do sistema respiratório possui cílios que removem, juntamente com o muco, as partículas indesejáveis que inalamos. Eles funcionam como filtros”, explica a otorrinolaringologista Renata Lopes, do Hospital das Clínicas.

De um modo geral, a prevenção dessas doenças requer cuidados simples e diários: higienizar o nariz com soro fisiológico três vezes ao dia, estar sempre bem agasalhada, trocar cobertores por edredons, espalhar vasilhas com água pelos ambientes (para umedecê-los), lavar roupas guardadas antes de vestir, manter uma alimentação balanceada e beber muita água. Veja quais as principais doenças do inverno:

Rinite

Grande vilã da respiração, essa inflamação abre portas para que os demais problemas respiratórios se manifestem. A rinite se caracteriza por um processo inflamatório da mucosa do nariz desencadeado por alergia a cheiros fortes, ácaros, poeira, poluição, pelos, mofo, pólen, mudanças de temperatura e umidade.

A evolução do problema força sua vítima a respirar pela boca, o que favorece a entrada dos vírus e das bactérias que causam laringite e faringite. Como, à primeira vista, a rinite parece um resfriado comum (a diferença é que a secreção causada por ela é amarela, em vez de branca), os doentes não buscam tratamento adequado e aí a secreção vai se acumulando. E secreção acumulada = proliferação das bactérias responsáveis pela sinusite.

Sinusite

Inflamação dos seios da face que geralmente aparece depois de um resfriado ou de uma rinite. A secreção causada por um desses problemas fica no nariz, o que possibilita a proliferação de bactérias que levam à inflamação. Daí vêm a sensação de cabeça pesada, as dores no rosto, o nariz entupido…

O tratamento combina lavagem nasal com soro fisiológico (que elimina o excesso de secreção) e antibióticos (que combatem as bactérias). Sinusites na forma aguda persistem por até três meses. As crônicas podem durar ainda mais.

Faringite

Inflamação da parte de trás da garganta que causa dor ao engolir e falar, produz secreção amarelada e dá febre baixa. Além de analgésicos, gargarejos com antissépticos bucais ou com uma mistura de água morna e sal ajudam a combater o problema.

O calor age como anti-inflamatório, diminuindo a dor na região (chazinhos e leite quente são bons aliados nessa luta).

Laringite

Inflamação da mucosa que recobre a laringe, na qual ficam as cordas vocais. Rouquidão, dor e tosse seca são os sinais de que o local foi infectado.

A solução é simples: evitar falar e beber muita água. Geralmente o próprio organismo, por meio dos anticorpos, consegue combater os vírus. Se os sintomas persistirem por mais de cinco dias, pode ser preciso usar medicamentos.

Como se prevenir de gripes e resfriados

No frio, o contato com várias pessoas em ambientes fechados, sem circulação de ar, facilita a transmissão de vírus e bactérias.

Ficar ao lado de uma pessoa com alguma doença respiratória eleva o risco de contágio.

Academia

O ambiente propicia a propagação de bactérias, fungos e vírus. “Em um colchonete, uma bactéria pode sobreviver 96 horas, por exemplo”, explica o infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp Carlos Magno Fortaleza.

Riscos: não há risco de pegar uma doença ao deitar em uma superfície infectada. O contágio é sempre feito pelas mucosas. “O perigo real é encostar a mão no colchonete e levá-la à boca ou ao olho, assim como na tábua da privada, nos banheiros.”

Previna-se: passe um paninho com álcool antes de colocar a mão sobre qualquer superfície compartilhada. “E evite levar a mão à boca ou ao olho sempre”, adverte o infectologista da Unesp.
Escritório

Não é o frio que traz as doenças infecciosas mais comuns no inverno. As viroses respiratórias são espalhadas por causa da aglomeração em lugares fechados. E não porque o organismo fica fragilizado.

Riscos: a chance de pegar o vírus H1N1 ou o do resfriado comum aumenta porque nem sempre o ar condicionado dá conta de resfriar o ambiente. “Há doenças bacterianas ocasionadas pela aglomeração de pessoas, devido à transmissão por via respiratória. Um exemplo é a infecção meningocócica”, afirma Jacyr Pasternak, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em SP.

Previna-se: mesmo com a temperatura externa baixa, mantenha frestas de janelas ou a porta aberta. Sua empresa é mais fechada do que caixa-forte? Uma alternativa é tornar-se imune a alguns vírus e bactérias tomando as vacinas existentes. Pode ser uma boa oportunidade para dar um update na sua carteirinha de vacinação.
Em casa

Ficar ao lado de uma pessoa com alguma doença respiratória eleva o risco de contágio. Entre você e a sua cara-metade, então, a chance de o vírus pular de um organismo para o outro aumenta pela maior proximidade. E quem resiste a dormir de conchinha num frio desses?

Riscos: “os vírus saem pelas gotículas da saliva e podem chegar à boca ou ao olho de outro indivíduo. Isso pode ser por meio da fala, do beijo, espirro ou tosse diretamente”, diz Carlos Magno Fortaleza.

Previna-se: mesmo que você tente manter distância, novamente evite levar a mão à boca e aos olhos, pois os vírus estarão espalhados em várias superfícies da casa. Dividir a colher do sorvete e a taça de vinho também está proibido, assim como a toalha de rosto. E não adianta se entupir de suco de laranja para tentar ficar imune. “A ingestão de vitamina C é totalmente inútil para a profilaxia de gripes e resfriados”, diz Pasternak.
Cinema

A tecnologia trouxe os filmes em 3D. O uso dos óculos especiais pode facilitar uma infecção por vírus e bactérias.

Riscos: além do risco de gotículas de saliva infectarem os óculos distribuídos, o contato de cílios contaminados nas lentes é capaz de transmitir doenças como a conjuntivite.

Previna-se: certifique-se de que o estabelecimento esteriliza os óculos. Limpá-los com álcool em gel antes de usar também elimina o problema.

Fonte: mdemulher/Karla Precioso/Ricky Hiraoka

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