Confusão entre corintianos e PM após clássico deixa 19 feridos

Se dentro de campo o clima do clássico entre São Paulo e Corinthians foi quente e culminou com três expulsões e nove cartões amarelos, fora dele uma confusão generalizada entre torcedores alvinegros e policiais deixou o Estádio do Morumbi em ponto de ebulição. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, 19 pessoas tiveram ferimentos leves no incidente ocorrido após o confronto, no último domingo, que terminou empatadou por 1 a 1.

Chegando em várias ambulâncias ao posto médico instalado no portão principal do estádio, os torcedores corintianos contaram sua versão da história e acusaram a Polícia Militar de ter causado toda a confusão.

"Nós estávamos nos preparando para sair e a polícia não queria deixar. Quando começou a chover, alguns torcedores apertaram o passo, mas foram recebidos com bombas de efeito moral. Tentamos voltar, mas acabamos nos chocando contra o restante dos torcedores que estava saindo e muita gente acabou se machucando e sendo pisoteada. Foi um absurdo", reclamou Carlos Catalão, desesperado para saber notícias de seu irmão, Marcelo Campos.

"Ele está com a perna fraturada, chorando lá dentro e não me deixam entrar para vê-lo", reclamou o corintiano, momentos antes de se enfurecer e partir para cima do superintendente de Futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que passava pelo local para verificar o que estava acontecendo.

"Fui apenas prestar solidariedade. Entendo a revolta dos torcedores, mas encaro as pessoas de frente e por isso fui tentar falar com eles", justificou o cartola tricolor, que teve de ser retirado rapidamente do local por quatro seguranças para não ser agredido.

Ainda aguardando informações de seu irmão, um dos muitos feridos no incidente, Carlos Catalão voltou a acusar o diretor são-paulino.

"Eu estava um pouco exaltado e não tinha que ter xingado, mas a culpa é da direção do São Paulo, que fez essa divisão ridícula de ingressos e avisou duas semanas antes só por picuinha. Ele falou que veio aqui prestar a solidariedade, mas é um hipócrita".

Mais um ferido que chegou à enfermaria foi Carlos Eduardo Souza. O torcedor corintiano teve de enfaixar a mão esquerda, ensangüentada por ter sido atingida por uma bomba da PM. "Eles são despreparados. Nós estávamos apenas querendo sair e sobrou pancada para todo mundo".

Ninguém da Polícia Militar deu qualquer declaração até o momento sobre o grave incidente do Morumbi. O promotor público Paulo Castilho não quis culpar ninguém pelo entrevero. "A gente ainda tem que fazer uma apuração, pois é muito precoce fazer acusações", ponderou.

"A informação que eu tenho é que houve um entrevero entre a torcida e a polícia. A polícia pediu para que recuassem e aí houve um pisoteamento. Com certeza a polícia não faria isso de forma gratuita".

Outro lado

Um outro torcedor corintiano, que preferiu não se identificar para não sofrer represálias, deu uma versão diferente da divulgada pelos acidentados, fortalecendo a visão do promotor Paulo Castilho.

Segundo o membro de uma torcida organizada, a mesma teria iniciado a confusão, forçando a passagem contra os policiais e provocando o revide.

Fonte:Redação Terra

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