Dólar segue em queda livre e já vale R$ 2,14

O dólar operava em baixa nesta terça-feira pela quarta sessão consecutiva e se mantinha nos menores níveis desde abril de 2001.

Às 11h30, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,142, mínima do dia, com declínio de 0,56%.

No mesmo horário, na roda de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar era vendido a R$ 2,143.

Segundo operadores, a expectativa de continuidade dos ingressos de recursos e a atuação fraca do Banco Central têm permitido que o real siga se fortalecendo frente ao dólar.

"O fator principal são os juros domésticos elevados que favorecem a arbitragem, tem também a atuação dos estrangeiros vendendo dólar, a queda do risco, sem esquecer o superávit da balança (comercial) e o fluxo cambial super positivo", disse Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

Nesta manhã, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, recuava 6 pontos, para 225 pontos-básicos sobre os Treasuries.

Vogeler acrescentou que os bancos seguem com fortes posições vendidas em dólar, ou seja, apostando que a divisa norte-americana cairá mais. "E as atuações do Banco Central não estão sendo um remédio para essa queda."

O BC oferece nesta sessão 4.550 contratos de swap cambial reverso, que têm o efeito de uma compra futura de dólares. O resultado dessa operação sai a partir das 14h30.

"Para segurar, só tomando decisões administrativas e fortes", disse o operador. Segundo ele, o mercado aguarda a decisão sobre uma possível mudança na legislação cambial, de acordo com a proposta apresentada no Senado na semana passada.

No front externo, o mercado estará de olho nessa semana no discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, perante a Câmara dos Deputados norte-americana, disse o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.

Há também a divulgação do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos na sexta-feira.

Mas os profissionais não descartam um movimento de compra de dólares de algumas tesourarias que estão muito vendidas, aproveitando o declínio acentuado da moeda norte-americana.

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