Israel bloqueia passagens por onde entra ajuda humanitária para Gaza

Israel fechou nesta sexta-feira as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza até nova ordem, em represália aos ataques feitos desde o lado palestino com foguetes Qassam, afirmaram fontes militares israelenses.

O local bloqueado é a porta de entrada da ajuda humanitária enviada aos palestinos.

O fechamento afeta a passagem de Erez, por onde costumam sair os palestinos que precisam de atendimento médico em Israel e a de Kerem Shalom, por onde entra o abastecimento, confirmaram fontes da UNRWA, a agência da ONU de assistência aos refugiados palestinos.

"O Exército israelense fechou hoje as passagens para Gaza em cumprimento de uma ordem do ministro da Defesa, Ehud Barak", disse um porta-voz militar.

As fronteiras permanecerão fechadas até domingo, embora a medida possa ser prolongada caso os milicianos não interrompam os ataques, explicou.

"A decisão será analisada domingo no Ministério da Defesa", ressaltou o porta-voz.

Diplomatas e funcionários de organismos internacionais, e jornalistas também costumam passar por Erez, embora ainda não se saiba se eles serão afetados.

A atividade na passagem de Kerem Shalom, por onde entra o abastecimento para Gaza, também foi suspensa, confirmaram fontes da UNRWA, que se encarrega da ajuda humanitária.

A aplicação das sanções foi anunciada ontem por Barak durante uma visita à cidade de Sderot, principal alvo dos foguetes palestinos.

"Não será fácil, não será este fim de semana, mas acabaremos com os lançamentos dos foguetes", disse Barak à população de Sderot, ao anunciar que Israel ia fechar totalmente a passagem fronteiriça.

Na prática, Gaza está sob um severo isolamento desde que os islâmicos do Hamas tomaram o controle do território em junho de 2007, em um conflito com os soldados partidários do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

No entanto, até agora Israel permitia a saída de casos humanitários, e a entrada, com restrições, de produtos básicos e de combustível.

As novas sanções acontecem no quarto dia de uma ofensiva militar israelense contra os radicais que lançam os foguetes, que já deixaram 34 mortos, entre eles vários civis.

Por sua vez, desde terça-feira as milícias palestinas lançaram contra solo israelense mais de 130 foguetes e projéteis de morteiros, que feriram em torno de 15 pessoas.

Deixe uma resposta

inMarket