Petrobras anuncia reajuste de 10,8% para gasolina

A gasolina vai ficar 10,8% mais cara a partir de amanhã nas refinarias (6,1% com impostos). O reajuste foi anunciado hoje pela Petrobras. Para o consumidor, a expectativa da estatal é que o aumento fique em torno de 4,5%. Isso porque apenas os preços nas refinarias são controlados.

A Fecombustíveis (federação dos postos), estima um impacto de 7% para consumidor.

Esse é o primeiro aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras no governo Lula. O presidente foi avisado com antecedência sobre o reajuste.

Em abril do ano passado, a estatal reduziu o preço dos combustíveis em 6,5%.

Também haverá reajuste para o diesel, de 10,6% (8,2% com impostos). O governo não mexeu no preço do gás de cozinha (GLP).

A alta se deve ao aumento do petróleo, que ultrapassou os US$ 40 em Nova York no mês passado, e dos combustíveis nos mercados internacionais, segundo o presidente da estatal, José Eduardo Dutra.

"A Petrobras manteve a política de praticar preços competitivos no Brasil em relação aos preços internacionais." Segundo ele, o novo patamar foi caracterizado numa faixa entre US$ 35 a US$ 37.

Apesar da estatal não ter mexido nos preços neste ano, os combustíveis já estavam mais caros desde o final de maio, quando várias distribuidoras aumentaram o preço da gasolina e do álcool em cerca de 1,5% e 12%, respectivamente. O reajuste foi provocado pelo aumento do preço do álcool –a gasolina vendida nas bombas tem 25% de álcool.

Segundo a última pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço médio da gasolina no país subiu de R$ 1,983 para R$ 1,996 entre maio e a primeira semana de junho. No caso do álcool, o aumento foi de R$ 1,036 para R$ 1,111.

Estatal

Apesar do aumento, Dutra disse que a estatal está apenas "voltando a praticar os mesmo preços" anteriores à redução ocorrida em abril do ano passado. Ele disse que ficaria "insustentável" para a Petrobras não reajustar os preços.

Ele afirmou que, se os preços caírem para um "novo patamar", a Petrobras também vai reduzir os preços.

Ao contrário da maioria das petrolíferas internacionais, a estatal brasileira adiou o mais que pode o reajuste dos combustíveis. A estimativa dos analistas é de que a Petrobras estava vendendo a gasolina nas suas refinarias com descontos de até 30%.

Hoje, o petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York está cotado a US$ 37,50. Mas no mês passado, chegou a bater a marca dos US$ 40. O barril do petróleo tipo Brent para entrega em julho, negociado em Londres, está cotado a US$ 35,22.

A ausência de um reajuste no preço dos combustíveis no primeiro trimestre foi um dos fatores para a queda de 28% no lucro da estatal no período, em relação ao mesmo trimestre do ano passado –R$ 3,972 bilhões ante R$ 5,5 bilhões.

O último reajuste da gasolina foi anunciado em abril do ano passado, quando a Petrobras reduziu o preço em 6,5% nas refinarias (5% nos postos). Antes disso, houve um aumento nos preços dos combustíveis no final do governo FHC, em dezembro de 2002.

Informação da UOL

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