Portela fecha desfile no Rio como uma das favoritas da 1 noite

A Portela reeditou o enredo "Lendas e Mistérios da Amazônia," campeão do Carnaval do Rio de Janeiro de 1970, e colocou-se como uma das favoritas, junto a Mangueira e Grande Rio, da primeira noite de desfiles. Com um refrão contagiante, talvez o mais da noite, a escola embalou uma apresentação luxuosa e animada.

A ala de frente veio prestigiada com portelenses consagrados, como Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Paulo da Viola.

Os carros alegóricos representaram as lendas da Amazônia, como o nascimento da vitória-régia por causa do castigo a uma índia, o saci-pererê, a paixão entre o sol e a lua e o boto cor-de-rosa, que trouxe um carro cheio de mulheres grávidas simbolizando a lenda de que o boto vira homem.

Apesar do horário -a escola entrou com o dia claro-e da platéia reduzida após o desfile da Mangueira, os passistas da Portela mantiveram o ânimo durante todo o percurso da Sapucaí, cantando e dançando a coreografia do refrão "esquindô lá, lá, esquindô lê, lê, olha só quem vem lá, é o saci-pererê."

A escola apostou em bonecos que se mexiam para adornar os carros alegóricos, e no verde e azul para as fantasias, uma combinação de cores que garantiu um tom luxuoso, como na roupa do primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala. As cores representavam a água e a floresta da região.

Uma das alas que chamou a atenção foi a do beija-flor: bailarinas vestidas de azul apresentavam uma delicada coreografia.

O primeiro carro alegórico trouxe a tradicional águia da Portela, que desta vez veio dourada e berrando mais do que nunca. Índias e animais completavam a alegoria. No segundo carro, uma fonte de água se formava com as lágrimas da índia que virou vitória-régia.

Para fechar o desfile, o símbolo da escola voltou à avenida, em um carro alegórico que representou a floresta amazônica.

Fonte: Vanessa Stelzer e Denise Luna / UOL

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