Tá difícil manter-se acordado? Confira 10 boas soluções

Saiba quais os mitos e verdades sobre o que funciona na hora em que se precisa de mais energia.

Respeitando a condição de reles mortais, nós precisamos de algumas horas para fazer a manutenção do organismo, deitando a cabeça no travesseiro e repondo as energias para outro dia.

Porém, em grande parte do tempo, o sono das pessoas não está sincronizado com o ritmo da vida moderna: de vez em quando, tanto estudantes quanto trabalhadores levam para o dia seguinte o cansaço da jornada anterior e precisam de uma sacudida para ficar de olhos abertos.

Como saber, então, quais técnicas realmente funcionam quando é preciso permanecer acordado?

Conversamos com o neurologista Oscar Bacelar, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, para conferir a validade de alguns conselhos que se ouve por aí para driblar o sono quando ele é inevitável.

1. Tomar café tira o sono?
Verdade. Como era de se esperar, o hábito mais comum entre os que querem se manter acordados tem fundamento científico. “A cafeína é uma substância que inibe a produção de adenosina, hormônio que promove sonolência quando está em concentrações elevadas no organismo”, explica Bacelar.

Além do café, o chá-mate e refrigerantes à base de cola também contém esse estimulante natural. Por essa particular característica, essas bebidas devem ser evitadas perto do horário de dormir.

2. Comer uma maçã é eficaz contra o sono?

Mito. “Isso é balela”, desmente Bacelar. O neurologista explica que recentemente tem se investido em pesquisas sobre substâncias e novas drogas que potencializem o estado de vigília, mas desconhece qualquer estudo científico que comprove as propriedades estimulantes da maçã.

3. E guaraná, adianta?
Mito. Aparentemente, para despertar, o mais indicado é recorrer ao bom e velho cafezinho. “As bebidas que promovem o estado de alerta são à base de cafeína. Mesmo nas que misturam as duas substâncias, o que acorda é a cafeína”, explica Bacelar.

Segundo ele, as concentrações de guaraná presentes nas bebidas comercializadas no Brasil são muito baixas e não chegam a ter um efeito significativo sobre o sono.

4. Comer carboidratos dá mais sono?

Verdade. “Quando se come alimentos gordurosos ou ricos em carboidratos, é gerada hiperglicemia e distensão gástrica no organismo, o que causa sonolência”, explica Bacelar.

Os fenômenos são complementares: a distensão gástrica ocorre para preparar o estômago para a digestão dos alimentos. A quebra dos carboidratos durante o processo aumenta os níveis de glicose no sangue, resultado na hiperglicemia. Essa aula de biologia é a explicação científica por trás daquela moleza que toma conta de nós após as refeições.

5. Lavar o rosto com água fria acorda?

Verdade. Quase tão popular quanto tomar café, essa técnica ajuda a despertar porque sacode o organismo de sua zona de conforto. “A pele tem receptores de temperatura que, ao receber o estímulo do frio, deixam o cérebro alerta”, explica Oscar Bacelar.

Porém, como a água tem apenas a função de dar um susto no corpo, o neurologista avisa que esse método funciona a curto prazo e não elimina o sono. “Não se está livre de lavar o rosto e sentir sono novamente dali a 15 minutos”, conta.

6. Chupar bala de menta ou aspirar hortelã ajuda a despertar?
Mito. Aquele pacotinho amigo de balas contra o mau hálito infelizmente não tem mil e uma utilidades. De acordo com Bacelar, nesse caso, a menta segue o mesmo princípio da maçã e não conta com nenhum fundamento científico comprovado.

7. Alongamento funciona?

Verdade. Por ser um tipo de exercício, tirar alguns minutinhos para alongar durante o dia pode elevar um pouco a temperatura corporal, fator importante para acordar.

No entanto, Bacelar destaca que o que espanta o sono de verdade é a atividade física mais intensa, como exercícios aeróbicos. “Isso inibe a promoção de sono porque os mesmos hormônios liberados na atividade física são aqueles associados ao estado de maior vigília, como a adrenalina e a dopamina”, explica o neurologista.

Segundo ele, recomenda-se fazer exercícios pela manhã ao ar livre. “A luz é muito importante para a regulação do relógio biológico e estimula o cérebro para que a sensação de sonolência retorne só dali a muitas horas”, esclarece.

8. Conversar com alguém é um despertador natural?
Verdade. Por mais difícil que seja, manter o cérebro ocupado é muito importante para reduzir a sonolência.

Para Bacelar, conversar com alguém é um método mais eficaz do que ouvir música, por exemplo. “Quando se está conversando, a pessoa é obrigada a raciocinar, é um processo mental mais ativo”, explica. “A tendência é que a conversa ajude a deixar a pessoa mais alerta.”

9. Colocar a cabeça entre os joelhos é uma posição que deixa alerta?
Mito. Por mais que abaixar a cabeça aumente o fluxo sanguíneo em direção ao cérebro – o que poderia, de certa forma, “ativar” o funcionamento do órgão – esse pseudoexercício de ioga não tem fundamento científico.

Bacelar explica que um dos efeitos da sonolência no organismo é a vasodilatação e o fluxo sanguíneo mais lento, o que torna sem sentido colocar a cabeça entre os joelhos. “Parando para pensar, a cabeça também fica rebaixada na posição horizontal, que é justamente a que costumamos dormir”, observa o neurologista.

10. Massagear pontos específicos do corpo acorda?
Mito. Para os especialistas, pressionar a região do pulso ou das têmporas não opera nenhuma mágica que deixe as pessoas mais alertas.

Oscar Bacelar comenta que, se existe um tipo de massagem que possa promover o estado de vigília, é aquela feita nas zonas erógenas – o que certamente não qualifica um bom exercício para ser feito fora do quarto.

Fonte: terra

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