Tiririca vira fenômeno em jornais e TVs do mundo

Imprensa internacional repercute a eleição do “palhaço brasileiro”

A eleição de Tiririca para a Câmara dos Deputados repercute em todo o mundo nesta segunda-feira. Jornais e emissoras de TV dos Estados Unidos e da Europa destacam a eleição do palhaço brasileiro.

O texto mais bem-humorado é o da rede de TV americana CBS, que diz: “Americans may feel that the nation is run by a bunch of clowns in Washington, but millions of citizens in Brazil went to the polls Sunday to elect an actual clown to congress”. A tradução: “Os americanos podem ter a sensação de que a nação é governada por um monte de palhaços em Washington, mas milhões de cidadãos brasileiros foram às urnas no domingo para eleger um palhaço de verdade para o Congresso”.

A CBS também destaca o já famoso bordão de Tiririca, “Pior do que tá, não fica”, traduzido para “It can’t get any worse”.

“What does a congressman do? The truth is I don’t know, but vote for me and I’ll tell you”, informa a reportagem da CBS, lembrando da frase, na propaganda eleitoral, em que Tiririca dizia não saber o que um deputado faz, mas que esclareceria a quem votasse nele.

Já a britânica BBC News também apelou para um trocadilho ao dizer que “A Brazilian clown has had the last laugh by winning a seat in Congress with more votes than any other candidate in Sunday’s elections.” (Na tradução, “um palhaço brasileiro riu por último ao conquistar uma cadeira no Congresso com mais votos do que qualquer outro candidato nas eleições de domingo”).

A Reuters, numa adaptação da tirada da CBS, disse que “voters the world over complain about having clowns for politicians, but Brazilians embraced the idea on Sunday by sending a real one to Congress with more votes than any other candidate”. Ou, em português, “eleitores em todo o mundo reclamam ter palhaços como políticos, mas o brasileiros adotaram a ideia no domingo mandando um de verdade para o Congresso com mais votos do que qualquer outro candidato.

Tiririca é eleito e leva mais três para a Câmara

Candidato obteve 1.3 milhão de votos; a cada 304 mil é eleito um deputado.

O candidato a deputado federal Tiririca (PR), eleito com 1.354 milhão de votos, levará consigo mais três parlamentares “e meio” para a Câmara. O dado, ainda não divulgado oficialmente, foi calculado pelo “Estado” e confirmado por técnicos do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

O total de votos válidos para deputado federal em São Paulo foi de 21,3 milhões. Como o Estado tem 70 cadeiras na Câmara, são necessários 304.533 votos para eleger um deputado. A votação em Tiririca, portanto, corresponde a 4,5 parlamentares, contando com ele mesmo.

Pelo sistema de votação, que é proporcional, todos os votos que excederem esses 304 mil (dado tecnicamente chamado de quociente eleitoral) são transferidos para outros candidatos da coligação que não atingiram esse número.

Puxadores de votos

Entre os chamados “puxadores de votos”, aqueles candidatos que garantem sua própria vaga e ainda transferem votos para os colegas de coligação, destacou-se também Anthony Garotinho (também do PR, mas do Rio de Janeiro), com 695 mil votos.

No Rio de Janeiro, onde há menos eleitores mas também menos representantes no Congresso, o quociente eleitoral foi de 174 mil votos. Ele carregará para a Câmara mais três candidatos.

Gabriel Chalita (PSB), com 560 mil votos, foi outro “puxador”. Ele não chega a eleger mais um deputado, mas repassará a aliados 256 mil votos.

O fato de um candidato não ter atingido o quociente eleitoral (304 mil votos) não significa que ele não tenha sido eleito. Ao contrário, poucos batem essa marca. A maioria consegue vaga na Câmara devido a votos na legenda do seu partido e também às sobras dos primeiros colocados da sua coligação.

Existem, ainda, as sobras dos que não foram eleitos. Se um candidato, por exemplo, obtém cem votos, esse número é repassado a colegas mais bem colocados que estejam perto de obter uma vaga.

Tiririca ultrapassa 1 milhão de votos em São Paulo

Comediante deve ser o deputado federal mais votado do Brasil.

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR), candidato a deputado federal por São Paulo, alcançou 1.257.816 votos, com 93,44% da apuração concluída.

Tiririca deve se consagrar o candidato a deputado mais votado no Brasil.

TRE-SP aceita denúncia de analfabetismo contra Tiririca

Humorista foi eleito com cerca de 1,3 milhão de votos para o cargo de deputado federal

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou hoje denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, eleito com cerca de 1,3 milhão de votos para o cargo de deputado federal, pela coligação “Juntos por São Paulo”.

Para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal.

Segundo o juiz, “a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística (IC) aponta para uma discrepância de grafias”, o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das “condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever”.

O prazo para apresentação de defesa é de dez dias. A denúncia foi recebida como complementação a uma outra, recebida em setembro, por omissão da declaração de bens no pedido de registro.

A pena prevista para esse crime é de até cinco anos de reclusão e o pagamento de cinco a 15 dias-multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público. Ainda cabe recurso ao TRE.

Além da denúncia oferecida pelo MPE na 1ª Zona Eleitoral, tramita no TRE de São Paulo um requerimento que contesta o registro de candidatura de Tiririca. O documento será analisado pelo juiz relator.

Se Justiça decidir, votos de Tiririca poderão eleger suplente

Por: Bruna Carolina Carvalho

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), pode ter a possibilidade de eleger o suplente de sua coligação, mesmo se for provada a falsidade documental de seu registro entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 28 de julho.

O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes explica que, caso seja provada que não foi Tiririca quem escreveu a declaração entregue ao TSE, o registro de sua candidatura pode ser cancelado. Segundo Lopes, caberá à Justiça, entretanto, interpretar a gravidade do caso e dar a punição devida. Na mais grave, os 1,3 milhão de votos dados ao Tiririca seriam anulados e redistribuídos entre todos os outros candidatos. No entanto, outra medida pode ser tomada: os votos dele passariam para a sua coligação, o que está acordado no artigo 175 do Código Eleitoral.

O candidato da coligação PR, PRB, PT, PCdoB e PTdoB que tomará o lugar do recordista de votos na Câmara, caso o registro de Tiririca seja cancelado, é José Genoíno (PT), o mais bem colocado dentre os que não conquistaram uma vaga.

Mas e se Tiririca aprender a ler e escrever nesse meio tempo? “Nós temos essa discussão. Não tenho como provar se ele aprendeu a escrever há sete dias ou se ele já era alfabetizado. Se ele conseguir aprender, parabéns para ele. Se aquela declaração não foi escrita por ele, no entanto, eu continuo tendo a falsidade documental”, responde o promotor.

Na última segunda-feira (4), a Justiça Eleitoral de São Paulo recebeu uma denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o recordista de votos na Câmara. Na ação, de autoria do promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes e aceita pelo juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira, é apresentada uma prova técnica, do Instituto de Criminalística, apontando para uma diferença de grafias na declaração. A suspeita é que o texto tenha sido redigido por outra pessoa. A partir de anteontem, Tiririca tem dez dias para apresentar sua defesa.

O partido de Tiririca, o PR, garante que o palhaço é alfabetizado e diz que aguarda o posicionamento da Justiça.

Fonte: DC/RBS/DIARIO.COM.BR/Terra

Deixe uma resposta

inMarket